sábado, setembro 13, 2014

Pedro Fonseca

Amigos: aquilo que um dia prometemos ser para sempre!


Longe vai o tempo em que, juntos, fizemos aquilo que fazem os amigos de escola...
Aos 3 anos conhecemo-nos e apesar de poucas ou nenhumas memórias ter desse tempo sei que foi nessa altura que construí amizades para a vida, as melhores de todas.

Andámos juntos no Jardim de Infância "O Nosso Mundo" e foi lá que aprendemos, com os nossos amigos, a brincar com o LEGO, foi lá que demos os primeiros pontapés numa bola, foi lá que tivemos as primeiras zangas, foi ali que crescemos e aprendemos a ser crianças...

Mais tarde, aos 6, fomos para a Escola Primária da Apelação e ficámos na mesma turma. Foi aí que fiquei a saber que moravas num sítio com um nome estranho. Eu não sabia o que queria dizer "Sol-avesso", mas tu e os teus amigos (que também se tornaram meus) ensinaram-me onde era e o que queria dizer.

Foram tempos brutais! Criámos tanto, divertimo-nos a jogar ao berlinde e à apanhada, ríamos uns dos outros quando o prof. Vasco nos chamava individualmente, copiávamos, desenhávamos e falávamos de namoradas, fazíamos de tudo para sermos os primeiros a chegar ao ringue. Éramos unidos!

Mais tarde encontrámo-nos no Camarate. Partilhámos um balneário vitorioso. Nesse ano, apesar de pouco jogar, estava lá sempre. Mais que não fosse para curtir com aquele grupo magnífico. Quando lá cheguei tinhas deixado de ser o Pedro Fonseca, eras o Bollycao. Confesso que ao início custou-me chamar-te sem ser pelo nome que os teus pais te deram... Eles que estavam sempre na bancada para nos apoiar, eles que, melhor que ninguém, te ensinaram a lutar. Gente lutadora, a tua!

Nesse ano fiz grandes amizades, revivi o passado contigo, vi que apesar dos anos tu jamais deixarias de ser a diversão personificada.

Na semana passada estiveste com o meu pai e deixaste um abraço para mim.
Fiquei contente, muito contente e ele também. Já não te via há tanto tempo...

Hoje o coração traiu-te e fez-te caminhar para longe de nós.
Fiquei triste, muito triste, muito angustiado, com um vazio...

Parte de ti ficará entre nós, porque só morre quem é esquecido e tu nunca o serás!

Até sempre, Fonseca!

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