terça-feira, agosto 16, 2016

Do verbo acalentar

Acalento (não poderia começar este texto por outra palavra)!

É um verbo e conjuga-se da forma que quisermos, no passado, no presente ou no futuro... Seja no modo indicativo ou até mesmo no modo conjuntivo (espero que não!).

Ainda não decidi o que farei quando chegar o momento, de que forma irei reagir mas uma coisa é certa, espero que isso aconteça (que é como quem diz: eu acalento!)

Houve momentos em que perdi a esperança e deixei de acalentar e de dar asas a esse sonho tão bonito! Conjuguei esse verbo no presente e, num ápice, por minha causa, passou a ser passado.
Hoje conjugo-o no futuro do indicativo (com a certeza de que irá acontecer).

Não escolhi a forma de organizar tudo, não.
Definir prioridades e cumprir regras impostas nem sempre é fácil. Pensar de A-Z?! Escolher autores para nos ajudarem?! Separar por temas?!

Não sei tampouco de que forma colorir este sonho.

No momento, certamente, saberei escolher a que se enquadra melhor e de que forma organizarei todos aqueles livros naquela que será a mais bela estante!

Até lá, acalentarei o sonho de a ter e de a preencher (não interessa como).


Marco

domingo, maio 22, 2016

Na bancada

Pela primeira vez, aos dois anos e três meses, depois de três campeonatos conquistados, o Gonçalo entrou numa bancada do Estádio do Sport Lisboa e Benfica.


Correu e foi-se agarrar a uma cadeira.

Aquela em que costumo ficar.






Não há coincidências, só orgulho!

sábado, setembro 13, 2014

Pedro Fonseca

Amigos: aquilo que um dia prometemos ser para sempre!


Longe vai o tempo em que, juntos, fizemos aquilo que fazem os amigos de escola...
Aos 3 anos conhecemo-nos e apesar de poucas ou nenhumas memórias ter desse tempo sei que foi nessa altura que construí amizades para a vida, as melhores de todas.

Andámos juntos no Jardim de Infância "O Nosso Mundo" e foi lá que aprendemos, com os nossos amigos, a brincar com o LEGO, foi lá que demos os primeiros pontapés numa bola, foi lá que tivemos as primeiras zangas, foi ali que crescemos e aprendemos a ser crianças...

Mais tarde, aos 6, fomos para a Escola Primária da Apelação e ficámos na mesma turma. Foi aí que fiquei a saber que moravas num sítio com um nome estranho. Eu não sabia o que queria dizer "Sol-avesso", mas tu e os teus amigos (que também se tornaram meus) ensinaram-me onde era e o que queria dizer.

Foram tempos brutais! Criámos tanto, divertimo-nos a jogar ao berlinde e à apanhada, ríamos uns dos outros quando o prof. Vasco nos chamava individualmente, copiávamos, desenhávamos e falávamos de namoradas, fazíamos de tudo para sermos os primeiros a chegar ao ringue. Éramos unidos!

Mais tarde encontrámo-nos no Camarate. Partilhámos um balneário vitorioso. Nesse ano, apesar de pouco jogar, estava lá sempre. Mais que não fosse para curtir com aquele grupo magnífico. Quando lá cheguei tinhas deixado de ser o Pedro Fonseca, eras o Bollycao. Confesso que ao início custou-me chamar-te sem ser pelo nome que os teus pais te deram... Eles que estavam sempre na bancada para nos apoiar, eles que, melhor que ninguém, te ensinaram a lutar. Gente lutadora, a tua!

Nesse ano fiz grandes amizades, revivi o passado contigo, vi que apesar dos anos tu jamais deixarias de ser a diversão personificada.

Na semana passada estiveste com o meu pai e deixaste um abraço para mim.
Fiquei contente, muito contente e ele também. Já não te via há tanto tempo...

Hoje o coração traiu-te e fez-te caminhar para longe de nós.
Fiquei triste, muito triste, muito angustiado, com um vazio...

Parte de ti ficará entre nós, porque só morre quem é esquecido e tu nunca o serás!

Até sempre, Fonseca!

quinta-feira, março 27, 2014

Sport Gonçalo e Benfica

Nasceu em fevereiro, é meu filho, é do Benfica e chama-se Gonçalo. Que outro mês poderia ter ele se não o do Benfica?!
A sua existência não tem que ver com o Benfica, mas eu quero que ambos se entronquem um no outro e o Benfica passe a ser parte do Gonçalo e o Gonçalo parte do Benfica.

No mês com mais desilusões de Benfica desde que me conheço (maio de 2013) eu não podia ter mais desilusões.
Só soube mais tarde, mas foi nesse mês que houve mistura de genes, foi nesse mês que se criou mais benfiquismo. Atenção que isto pode não ter nada a ver com o Benfica, mas eu quero!

Chama-se Gonçalo mas eu gostava que fosse Joaquim... Não por ser o último guarda-redes campeão pelo Benfica, nada disso! Desta vez não está relacionado com o Benfica, digo-vos eu!

A cada dia que passava ele era mais benfiquista.
Afinal, sendo meu filho e de uma benfiquista não há probabilidades genéticas de não ser do Sport Lisboa e Benfica. Não existem! Nem que nascesse num país do oriente... Isto não tem de ser assim. Mas é porque eu quero!

Durante a gestação dele visitei o Museu Benfica Cosme Damião e comigo foi o último Faleiro homem que nasceu até ao Gonçalo, o Rodrigo...
Nesse dia vi que o meu irmão nasceu num ano em que o Benfica foi campeão. Tal como eu. Tal como o Rodrigo.
Um amigo até comentou comigo: "Tem de nascer outro Faleiro!"
Foi aí que lhe dei a novidade.

Se seremos?! Não sei. Mas eu quero!

Estava previsto para dia 11. Dia em que ganhámos 2-0. Nesse jogo estava com o corpo no estádio e a cabeça em casa. A qualquer momento ele poderia querer sair.
Tive uma conversa séria com a barriga e disse que ele deveria fazê-lo só depois do jogo de Paços de Ferreira para que eu pudesse ter todas as coisas da escola organizadas.
Foi que aconteceu.

Nasceu e correu tudo bem! Nasceu às 40 semanas e 6 dias. A minha conta foi fácil: 40 + 6 = 46 (número de pontos que o Benfica tinha naquele dia). O meu irmão disse que eu era doente! Não sou, eu juro!
Nesse dia recebi um telefonema a perguntar se tinha nascido às 19h04. Disse que não e a desilusão foi grande do outro lado da linha. Justifiquei que às 16h35 era uma boa hora, também. "O 35 é o Enzo!"

Não tive tempo de fazer o que queria logo nesse dia mas fi-lo na manhã seguinte.
Assim que acordei fui torná-lo associado do maior clube do mundo, o Sport Lisboa e Benfica. Mesmo sem certidão de nascimento lá consegui.
Primeiro documento oficial do Gonçalo: cartão de sócio do SL Benfica.

Depois havia que registá-lo na conservatória...
Conversa puxa conversa...

- Que naturalidade é que querem? A do hospital ou a da residência?
- Não dá para ser Benfica, Lisboa por isso pode ser a do hospital!
- Ah, é do Benfica! Tem bom gosto. A propósito, sabe quem era o meu primo?!
- Não, diga-me!
- O Bento!

Ou seja o Gonçalo foi registado pelo primo do mítico guarda-redes do Benfica, o Bento!

O nome do primro dele?! Joaquim, precisamente o nome do último guarda-redes campeão!

Estas cenas do Glorioso...
Isto não tem de ser assim, mas eu quero!

terça-feira, janeiro 07, 2014

Eusébio

Não, ele não morreu. Ele viverá eternamente. Ele não morrerá enquanto houver memória. Enquanto tivermos presente que ele foi um dos que tornou o Benfica num clube tão grande, ele permanecerá vivo.

Foi grande, foi o Rei.

Muito poderia escrever sobre ele. Tudo isto apesar de nunca o ter visto jogar. Quer dizer, eu vi. Vi os golos que marcou ao serviço dos Magriços. Vi os golos que marcou ao Damas. Também vi o golo que marcou à Juventus (barreira para quê?)... Ainda vi algumas coisas.

O Estádio do Sport Lisboa e Benfica foi local de romaria. Ali foram depositadas flores, cachecóis, camisolas... Tudo para uma última homenagem.

Curioso foi o facto de, por altura do quinquagésimo aniversário de Eusébio, em janeiro de 1992 quando foi inaugurada a sua estátua no velhinho e saudoso Estádio da Luz o Benfica ter goleado o Gil Vicente por 5-0.
Agora olhamos à nossa volta e vemos que Eusébio já não está entre nós.
Esta visão ocorre depois de o Benfica ter voltado a golear o Gil Vicente pelos mesmos 5-0.


O funeral foi enorme e o seu último desejo foi concretizado: dar uma volta ao relvado da Luz.


Na estátua foram deixados os mais diversos adereços dos mais diversos clubes (incluindo de rivais de sempre).
O presidente do Benfica em vez de prometer lutar pelo título para dedicar a conquista ao Rei, vem a terreiro dizer que as camisolas do Benfica terão o Eusébio... EU QUERO É AS QUINAS!
Mais, vai envidraçar ou mandar colocar um acrílico à volta da estátua. Para quê? A estátua perde o seu feeling todo assim como está. Agarrem naquilo tudo e levem para o Museu.

E os rivais que foram lá "homenageá-lo"?!
Passaram a vida a dizer que o "preto" tinha sido roubado.
Depois diziam que o "preto" estava à chuva.

Agora dizem que o DEUSébio é de todos...




Tu és o nosso* Rei, Eusébio!



* dos Benfiquistas





quinta-feira, dezembro 19, 2013

José Fanha

Hoje foi um dia especial para mim.

No colégio onde trabalho fomos brindados com a presença de José Fanha, para mim um ícone das histórias infantis.
O autor do livro "Diário inventado de um menino já crescido" contou histórias, leu poesia, divertiu as crianças...


Para além da sessão de contos para as crianças tive o privilégio de almoçar e de conversar durante um largo período com ele. Conversas sobre as crianças de hoje em dia, sobre tempos passados, sobre projetos, sobre autores portugueses... E muito ficou por conversar. Sabe tanto!



Foi brutal!


segunda-feira, novembro 25, 2013

A morte dos presidentes

Como o destino ligou as vidas de Lincoln e Kennedy


Os assassínios dos presidentes Abraham Lincoln e John Fitzgerald Kennedy estiveram ligados por uma espantosa série de coincidências.
Abraham Lincoln foi eleito pela primeira vez para o Congresso em 1846. O mesmo aconteceu com John Kennedy exactamente 100 anos depois. Lincoln foi eleito o 16.º presidente dos Estados Unidos no dia 6 de Novembro de 1860. Kennedy foi eleito como 35.º presidente a 8 de Novembro de 1960 (100 anos depois). Após a sua morte, sucederam a ambos homens do Sul com o nome de Johnson, respectivamente Andrew Johnson, nascido em 1808, e Lyndon Johnson, em 1908 (100 anos depois). John Wilkes Booth, o homem que matou Lincoln, nasceu em 1839, enquanto Lee Harvey Oswald, o assassino de Kennedy, nasceu em 1939 (100 anos depois). Eram ambos do Sul e foram abatidos a tiro antes de serem julgados.
Booth cometeu o seu crime num teatro e correu depois para um armazém. Oswald disparou contra Kennedy da janela de um armazém e refugiou-se num teatro.
No dia em que foi assassinado, Lincoln declarou a um guarda, William H. Crook: «Creio que há homens que me querem tirar a vida… E não tenho dúvida de que o farão. Se tem de ser feito é impossível impedi-lo.»
E Kennedy, insuspeitadamente, disse a sua mulher, Jackie, e ao seu conselheiro pessoal, Ken O’Donnell: «Se alguém quiser realmente matar o presidente dos Estados Unidos, não lhe será muito difícil. Tudo o que tem de fazer é subir a um edifício alto, com uma espingarda de mira telescópica, e nada poderá evitá-lo.»
Esse «dia» foi esse mesmo dia. Kennedy foi morto 2 horas e meia depois.
Lincoln e Kennedy, ambos reconhecidos defensores dos direitos civis, foram mortos a uma sexta-feira, atingidos na nuca. As mulheres acompanhavam-nos.
Lincoln foi assassinado no Teatro Ford. Kennedy num automóvel fabricado pela Ford Motor Company – modelo Lincoln.
Outra infeliz concidência é que Lincoln tinha um secretário de nome Kennedy que o aconselhou a não ir ao teatro de Washington nesse dia fatal… E Kennedy tinha um secretário chamado Lincoln, que o desaconselho fortemente de ir a Dallas.

O Grande Livro do Maravilhoso e do Fantástico, Selecções do Reader's Digest