segunda-feira, novembro 03, 2008

A busca

A minha busca é só uma:
encontrar uma simples definição.
E não me venham cá com histórias
de “tens de ouvir o coração.”

Há quem o tenha de pedra,
há quem não o consiga ouvir
e há quem não o saiba ler.
Eu não sei o que fazer...

Não o tenho de pedra,
sei ouvir o que ele diz.
Só que as letras que leio
fazem de mim um aprendiz.

Ando a aprender a interpretar,
quero pensar, rir e sonhar...
Talvez quando souber a interpretação,
eu consiga ouvir, ler e sentir o meu coração.

Não falo de um coração desenhado,
aquele que na escola é usado.
Falo daquele que sente,
Aquele que bate forte e me faz ficar doente.

A doença é a paixão,
doença que nos faz perder a razão.
Mas se escrevi este poema
foi para encontrar uma definição.

É uma mera definição,
e não sei se vem nalguma canção.
É algo difícil de explicar,
é a definição de gostar!


Marco Faleiro

2 comentários:

jo disse...

Não desistas. Dia que o amor surge quando menos se espera ;)

Anónimo disse...

"Nunca amamos ninguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É um conceito nosso, em suma, é a nós mesmos, que amamos. Isso é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa".

Fernando Pessoa

Acho que é uma boa definição ih ih ih